Foi assim que eu te vi, virando as costas.
Apenas disse que ia PARTIR, me deixando sem respostas e a distancia refletida no horizonte te fazendo sumir. Indo, esvaindo se numa silhueta dismilinguida, alheia, desconhecida, alienígena, deixando a incerteza no ar, a convivência com a solidão ou com a esperança de que um dia vai voltar? Não sinto o teu cheiro, abraço o travesseiro e fico a refletir, você se foi, mas as tuas gargalhadas ainda consigo ouvir, tuas palavras ríspidas, tuas piadas insípidas agora me fazem rir, não te vejo, mas sinto o gosto do teu beijo, você ainda está aqui presente nos detalhes, nos pormenores que a maioria das pessoas não consegue perceber. Porque não te vejo, porque este desejo, porque não consigo esquecer, você foi embora e levou naquela hora a luz do meu dia, acabou com minha felicidade e anestesiou a minha alegria, você se faz presente nas mágoas que não houveram, no simples ato de não discutir ,de não brigar, de não chorar, e porque não até no simples fato de não amar. Quando vi as tuas costas minhas dúvidas ficaram sem resposta, e eu ainda não sei por que. Todo dia ressuscita uma indelével alegria e a certeza de ainda vou ver você. Ainda vou ...
AUTOR: Edson Sobrinho
AUTOR: Edson Sobrinho

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