Queria ter a coragem de te olhar nos olhos e confessar meu amor, queria ter a ousadia de ir muito além do título de um best sellers, eu queria ir além da metade de tudo que sou, olhar pela janela aberta, escancarada, sem medo que me vejam saindo do seu quarto. Esquecer as frestas, ser preguiçoso e ao mesmo tempo produtivo, pai de um poema em parto. Criar sem medo de ser criticado, amar sem medo de ser amado. Ser eu, simplesmente. Pequeno, frágil, queria que minha ausência não fosse tão presente e que minha presença fizesse tanta falta. Queria não me ver assim deixando as aguas passarem, levadas por uma corrente que te ausenta de mim, esperando que rio abaixo houvessemos de nos encontrar, não na intimidade do córrego, mas na liberdade do mar, e tudo o que temos são meras perspectivas
AUTOR: Edson Sobrinho

