segunda-feira, 14 de maio de 2012

PLAGIO



Plagiando



Morre assim, como é natural.

Plagiando o sofrimento de quem perdeu os sentimentos.

Mais que inveja, é a repetição intermitente dos quereres e poderes alheios. Sem escrúpulo, egoisticamente se reproduz na alegria e na agonia de qualquer um. É querer ser um e todos.É sentir se bem mesmo estando mal.

É o sal que tempera e melhora o paladar, mas em excesso, fere , maltrata, e vive a machucar.

Tem o indulto para tripudiar,
como pisadura de sela, aumenta no mais simples cavalgar.

É o ódio que do amor não perdeu as sequelas, não contente consigo, vai plagiando os outros e deixando a vida passar.
É o velorio antecipado de uma morte lenta que não demora vai chegar. 
Enquanto isso vai se iludindo, repetindo, copiando num eterno plagiar.



Autor: Edson Sobrinho