A ignorância era tanta que não nos deixava ver.
Não era a expectativa de vida nova que nascia.
Apenas era a nossa velha vida que acabara de morrer.
Morreu, e levou com ela todos os sonhos, todos os beijos.
Matou com seu funeral tanta paixão e desejo.
Ressuscitou a magoa, acida,
Queimando fundo no sentido das palavras.
Como vomito de vulcão,
Que arde nas suas incandescentes lavas.
Machuca mais que ver nos seus olhos uma gota de lagrima.
Singela.
Humilde,
Simples e presente,
Mas, que por ignorância insignificante.
Não as revela de forma tão gratificante e bela.
Neste fim antecipado caiu o domador e prevaleceu a fera.
AUTOR: EDSON SOBRINHO
AUTOR: EDSON SOBRINHO

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