sexta-feira, 29 de abril de 2011

ESPECTROS



ESPECTROS


Frio absurdo decapitado pela sorte

este medo mais agudo, a dor da morte,

espécies em extinção,

sentimentos vorazes,

a fome de você é maior que a razão.

Tênue vela da liberdade que brilha à sombra inebriante da humanidade.

Esta velha anciã, moribunda, é a  

mordomia sendo atacada pela necessidade.

Psicanalista sem divã,

nós somos verdadeiros ídolos sem fãs.

Pobres de nós

espectros do amanhã

AUTOR:EDSON SOBRINHO.




BRUTA FAXINA

BRUTA FAXINA

Vasculhei meu coração tirei tantas verdades ocultas

 foi como se de repente ao pensar em alguém tivesse que pagar multa.

O coração não tem patrulha nele os sentimentos vem e vão,

Donos itinerantes da liberdade

 não tem patrulheiros,

 estão acima do bem ou da maldade.

O coração é o Deus absoluto dos sentimentos,

 embora seja um Deus sem vontade,

carrega amor,

ódio,

alegrias,

tristezas,

orgulho

 e

vaidade.

Não importa quão velho seja.

Não importa quão tenra seja sua idade.

vez em quando é necessário fazer uma faxina, tirar muita coisa oculta do peito  e ir em busca da felicidade.

AUTOR: EDSON SOBRINHO 




LIBERDADE CONDICIONAL



LIBERDADE CONDICIONAL


Soltei as asas,

voei livre nadei sobre as ondas,

 dominei,

cativei a liberdade que tanto queria.

 Todavia senti saudades porque a tua presença se fez maior.

Andei, mergulhei, busquei você.

Eu estava só,

a liberdade não foi bastante companheira

deixando quase sempre um vazio no coração,

tentei encher de outras mil maneiras,

 mas só cabia a solidão.

Isolei, sepultei minha conquista percebi que sozinho

a liberdade não existia.

Não era ser livre, era você quem eu queria.

Queria você livre de tantos detalhes , quero você livre minha melhor companheira. Tentei ser livre, busquei a liberdade de forma irracional.

Descobri que  estando sozinho a minha liberdade

tornou-se condicional

AUTOR: EDSON SOBRINHO 

ESQUECEU-SE


ESQUECEU-SE

Como mágica tuas lágrimas vieram para aliviar tua dor.

Como um sonho esquecido, que tem seu momento vívido,

perdeste teu primeiro grande amor.

Amor gigante,

tão enorme que não cabia dentro do peito,

acabou-se dando um jeitinho e acomodou-se no mais largo leito.

Tantos preconceitos vencestes, tantas coisas esquecestes,

esqueceu-se até de mim.

Tantas promessas vividas,

tantas pequenas coisas esquecidas,

até mesmo a nossa paixão sem fim.

Porque esquecestes de tudo?

Porque esqueceu-se de mim?

Esta amnésia bruta talvez seja a responsável pelo fim,

ou não ...

fim


AUTOR: EDSON SOBRINHO 




LEGADO



LEGADO

Quantas vezes para não pisar nas flores, pisei em espinhos.

Quantas vezes para não pisar em você, desviei meu caminho.

De que adiantou? Estou sozinho,

Nunca desviastes sua atenção.

Pisou em meus sentimentos,não teve compaixão,

arrebentou.

Não melhor do que eu ,

 seu prêmio também foi a solidão,

sozinha também ficou.

O excesso de humildade foi meu erro,

beirei as portas da escravidão.

O excesso de orgulho foi o seu mal.

Por causa dele perdestes a razão.

Loucos, proibidos de se ter,

de possuir O amor,

deixamos para a história o nosso grande legado,

além do desagravo uma infinita dor foi  o que ficou,

uma infinita dor o que restou.

A ausência de amor,

como dói.

Reconhecer nossos próprios erros, conviver com os nossos pecados e pior que isso a certeza de que estes são os nossos únicos legados.


AUTOR: EDSON SOBRINHO 


MENTIRAS


MENTIRAS


Quando diz que me ama quase consigo acreditar,

quando diz que me odeia sei que fala por falar.

 Nossas vidas divididas como uma gangorra

 vive num constante vai e vem ,

às vezes me manda embora 

noutras cheia de dengos diz me querer bem.

 È uma disputa,

 uma constante luta  sem saber quando parar.

Se às vezes te dou uma chance,

logo estou pedindo revanche

querendo me vingar.

Digo e desdigo,

 confesso  amores que nem sei se tenho pra dar

 prometo  a paz pensando na  guerra,

prometo o alivio já sentindo a dor

digo que odeio e só penso no amor que sinto.

Fogo, labaredas , paixão .

Pra te ter , quer saber ...

Minto... minto... minto

E dai


AUTOR: EDSON SOBRINHO 


???

MALDIÇÃO



MALDIÇÃO


Maldito seja,

este calor que nos fustiga.

 Estes sentimentos controversos,

 inversos ,  sintomas de intriga,

 maldito seja,

este inferno que queima sem parar.

Estas paixões que como labaredas não querem apagar.

 maldita seja ,

as suas rosas que por traz de cada carinho,

esconde os espinhos.

Maldita seja,

a sua mais bela intenção,

por traz dos largos gestos , traição.

maldito seja ,

meu coração neste turbilhão de sentimentos ,

furacão.

maldito seja este calor,

maldito seja o inferno,

maldita seja a rosa,

maldito seja meu coração,

 maldita seja ,

 maldita seja ,

 maldita seja a sua boca,

quando me beija,

quando me chama,

 quando me ama.

Também amo voce

 Maldita seja.


AUTOR: EDSON SOBRINHO 

VIDA VITORIA


VIDA VITÓRIA

  
Foi aí que eu vi , não adianta correr.

Quando o perigo se aproxima,

lutar é o melhor que temos a fazer .

São tantas lutas inglórias ,

um sem fim de batalhas sem vitórias .

São perdas que só o tempo nos faz perceber

que nem sempre as derrotas nos fazem  perder .

A grande batalha travada todos os dias

nos mostra que a verdadeira vitória

consiste em sobreviver 


AUTOR: EDSON SOBRINHO.





DNA DE DEUS


DNA DE DEUS

Existe um poema, uma poesia, 

um verso e a verdade que anda solta sem limites ou paralelos.

São coisas distintas,  estradas diferentes com um único endereço: 

a sensibilidade e a grandeza da alma humana,

este magnífico templo. 

Cada rima, 

cada estrofe é uma declaração de amor à vida. 

È filosofar sobre a construção do universo. 

É esta natureza cigana. 

É buscar a assinatura deste insubstituível arquiteto

que se manifesta inconteste em seu majestoso projeto. 

È ter a certeza de que se não somos o DNA de Deus,

 dos seres vivos com certeza o mais completo ,

 somos  sua imagem e semelhança,

  somos sua fotografia,

 a Natureza eterna da  essência,

 a cristalina  verdade.

 é o ente  QUE ATRAVÉZ DA SUA EVOLUÇÃO SÓ SE COMPLETA,

de andar em quatro patas até tomar esta posição ereta,

 seres  pensantes e pulsantes ,

 dignos representantes  da mais pura sabedoria...

 e o verbo se fez carne...

 e criou se  tudo em sete dias...

 Até a filosofia.

DNA de Deus heim???

Quem diria!!


AUTOR: EDSON SOBRINHO