terça-feira, 26 de julho de 2011

CLAUSURA



CLAUSURA


Ficas presa , 

amarrada em seus segredos,

estas enraizada em seus próprios medos.

a sensibilidade lhe fere a pele que insiste em não ser tocada.

A prisão dos seus sentimentos foi criando grades dogmatizadas,

que vem de dentro para fora, se apossando e enclausurando você.

De tanto não se dar, de tanto se economizar, fez o egoísmo,

a usura  diminuir a sua vida aos poucos,

é a sua própria clausura

que vai lentamente

aprisionando você .

Autor: Edson Sobrinho  

ANDARILHOS



ANDARILHO

Caminhos indecisos como pensamentos na cabeça

de quem nada tem a fazer.

Psicoses acumuladas como os calos machucados

de tantas jornadas percorrer.

 Esperanças dissipadas como o brilho

do sol ao entardecer.

Morreram-se os sonhos.

Sobraram duas carcaças, eu e você.

Só nós dois,

Andando de um lado para outro

Será por que???

Autor: Edson Sobrinho 

PESSOA



PESSOA

Que pessoa é você?  Que olha, sente, deseja e não deixa transparecer. Teu olhar é um misto de desejar e de querer Tuas palavras evasivas é fuga ou sedução? Teu gesto manifesto é de pura provocação Que pessoa é você que oculta, insulta. O meu mais profundo desejar e prazer  Como pode uma pessoa de aparência tão frágil ter poder tão grande sobre alguém. É cativante ao mesmo tempo dominante também trafega com naturalidade, passeia entre a fragilidade e o poder  cultivas os  teus desejos de mulher,  és sabia porem finge nada saber. Quem me dera pessoa, ser um dia parte dos teus caprichos absurdos, quem sabe ser parte ou na integra este teu grito mudo, que muitas vezes tenta dizer. Quem me dera algum dia ver você seus sentimentos reconhecer, com palavras e atitudes fizesse como normalmente fazem as pessoas.  Deixar as palavras escapulirem de seus Lábios  formando uma só frase:

“”Eu te amo, meu bem me perdoa””.

Autor: Edson Sobrinho 

sexta-feira, 22 de julho de 2011

RECONSTRUÇÃO

RECONSTRUÇÃO 

Esta dor desmedida, toda ilusão perdida, Cuspida, escarrada, limpou-se mais que as vias aéreas, higienizou seu coração. Negou a pequenez da tua coragem, mentiu. Palavras métricas, cirúrgicas com máxima exatidão num ato de estupidez, traição. Toda confiança que eu te dei nada adiantou. Feriu-me com tuas palavras escrotas, insensatas. Fui jogado, trocado por sonhos primaveris, machucou.

Bruta, enxuta como deserto a queimar.  Deixaste a solidão em mansos mares navegar. Angustiante, malevolente a me provocar, insistentemente querendo me seduzir, tentando-me, seria eu também capaz de mentir, trair? Fui, carregado, levado e deixando-me ir e o amor vivido e quase por completo esquecido a repercutir, ecos, lembranças a me ferir.

Trapos, farrapos de um sentimento a se reconstruir, doendo, cicatrizando,  amando, amando e amando sem perceber, sem sentir. Os olhos molhados com as lagrimas de um vazio, o brilho, porém é a promessa e a esperança de alguém que vai voltar a sorrir.       


Autor: Edson Sobrinho

quinta-feira, 21 de julho de 2011

ANJO DECAIDO


ANJO DECAIDO
Também aconteceu comigo.

Ao olhar nos teus olhos.

Castigo.

Desejei seu corpo malhado.

Idolatrado.

Apaixonei, pecado.

Quis ter o que não podia ser.

Tudo errado.

Na forma e no querer.

Sinto-me perdido.

Um anjo decaido.

Um demônio, infernizado.

Desejando ser amado sem ser.

Isso aconteceu comigo.

Pago em silencio meu castigo.

Sofrer por querer meu anjo proibido.

É o inferno queimando em mim

Sou aquele anjo decaido e

apaixonado por meu querubim.

Autor: Edson Sobrinho

segunda-feira, 4 de julho de 2011

SO PODE SER PAIXÃO


SO PODE SER PAIXÃO

De onde que vem essa vontade, um querer visceral. Algo tão profundo e estranho é o instinto animal,

é o desejo da carne falando mais alto, é o pecado original é a gula por teu corpo, querer te possuir, comer sem apetite, sem desejar . E mais que mitigar a sede é saciar com a agua que se bebe e que se banha  e o mito visto e revisto sem convenção, de uma forma  estranha, que tenta me levar , me carregar e as vezes me deixo ir, indo e te procurando e te permitindo me  seduzir.

É uma busca sem medida que quase não termina. Quando acaba é de uma vez, é você toda vindo, se jogando e chegando, se acomodando sem perguntar, se ajeita com suas tralhas reparte comigo suas migalhas sem se preocupar. Me ama, me ama intensamente, brinca de sentimento, esta só matando a saudade, treinando a sua vaidade e vai para outro lugar.

E cada vez deixa um monstro diferente que fica a me empurrar para o precipício da incerteza, é dor que dói sem machucar. É medo desconhecido é um coração ferido descobrindo o que é amar. Diferente do seu que todos os amores viveu e agora só quer brincar, e brinca comigo, parecendo castigo fica a me torturar me deixa querendo , desejando  sem poder amar , trazendo de volta a vontade e este querer que muitas vezes é maior que a razão é um desejar tão agudo, inconsequente e absurdo é Paixão só pode ser paixão.  

Autor: Edson Sobrinho