sábado, 12 de novembro de 2011

GARGALO




GARGALO



É essa goela que com gula engole seu sabor  é teu cheiro que adentra as narinas provocando desejos, amor. É sede que não sacia com poucos goles, quer mais e mais até se afogar. Estreita passagem controlando o oxigênio é o gargalo da vida que te permite respirar.

É comida farta servida à mesa é manjar. É o doce servido de sobremesa colocado na tabua do teu ventre esta bela mesa aumentando o paladar. Cereja que enfeita e ajeita e aumenta a vontade É a vontade de te comer que não acaba é mais que saciar é matar as vontades da alma, amar,

dividir-se em vários prazeres e sensações é o dar, Preencher o teu vazio sem nada receber é a troca do dar tudo, proporcionar tudo e sentir prazer. É o prazer latejando, pulsando parecendo um coração apaixonado, descon- trolado tentando encontrar a razão que controla, às vezes enrola dando tempo para a reflexão.

Reflete e se submete a essa racionalidade extravagante, apaixonante que é você. É você que me acalma me apazigua mesmo sem querer e quando quer é mais que paz, é mais  sossego é felicidade, garantia de prazer.


Autor: Edson Sobrinho

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

HOJE EU ACORDEI ...


HOJE ACORDEI...


Hoje acordei carente,
não carente de amor, afetos e tals,
Acordei carente de assunto, de idéias.
Acordei carente de argumentos com conteúdo.
Hoje acordei assim, querendo parar e refletir.
Reflexão algo que parece tão simples, mas que é tão pouco praticado.
Hoje estou carente de razões para crer que é possível,
Onde foram parar as piadas,
as discussões, os poemas,
as serenatas e os amigos?
Não amigo de sala de aula, ou de jogos matinais,
estou falando de amiiiiigos mesmo.
Verdadeiros anjos que te viram sorrir,
 amigos que choraram com você,
amigos que falam muito,
mas que mais te ouvem  em seus desabafos.
Hoje acordei carente de juventude, de infantilidade,
acordei sem saber como é ser criança, hoje acordei amargo.
Sem fé, Sem esperança. É hoje eu acordei, tomara que anoiteça logo preciso
dormir para acordar diferente.
Amanhã.

Autor: Edson Sobrinho