quarta-feira, 27 de abril de 2011

SOLIDÃO


SOLIDÃO


Sou a sede que mata quando água não tem.

Sou a água que mata quando em excesso se bebe também.

Sou a dor que pulsa nas tuas veias,

sou tuas veias que descobre e encobre a vida tua.

Sou seus passos trôpegos que já não conseguem atravessar as ruas.

Sou as cascatas,

não as cataratas que atrapalham tua visão.

Sou seu sentimento mais agudo,

sou seu grito mudo,

o absurdo.

Eu sou a solidão.

Sol... Sozinho... Vazio...

Cheio de um enorme coração,

que queima no calor da mais pura solidão.

insólita... Inóspita...

Vazio como quatro paredes que prendem o oxigênio no porão.

Escravizante,

contundente, repugnante,

só, sol... sólida, Solidão...

Aglutinação, vazia, sem expressão

e absolutamente só,

tal e qual é a solidão.


AUTOR: EDSON SOBRINHO 

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