Saio chateado,
Tédio aos montes vejo só solidão,
Causa de tantas amarguras.
Ando só, vou-me pelas ruas,
Sinto o mundo pálido,
Banhado pelo suave brilho da lua.
Lua cheia ou vazia,
em quarto crescente ou quarto minguante,
Quem se importa com os quartos?
O que interessa é seu mistério,
seu lado intrigante.
Cá em baixo vejo as sombras que bailam inseguras,
Lá em cima vejo a lua que deixa as noites menos escuras.
Irmã minha,
irmã sua,
alma gêmea da terra.
Que nas noites escuras eleva o calmo e suave brilho da lua,
Deixando que sua beleza revele por si só os seus doces mistérios,
O seu lado mágico,
Intrigante
e belo.

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