quarta-feira, 28 de setembro de 2016

PEQUENAS COISAS




PEQUENAS COISAS

GESTOS, PALAVRAS E SORRISOS.
ATOS QUE DESATO EM VÃO.
NEGATIVAS FURTIVAS: NÃO.
DE PRESENTE EM PRESENTE NOS
MEROS GESTOS DITOS E DESDITOS 
EM VERSOS SINGULARES, EXPLÍCITOS.
ENTÃO NAS PALAVRAS PEQUENAS 
QUASE OFUSCADA PELAS SENAS ESCROTAS 
QUE VEMOS E VIVEMOS NOS ATALHOS DO 
DIA A DIA. 
CAMINHOS ENCURTADOS, APEQUENADOS, 
DISTANCIADOS DA ALEGRIA QUE TEIMA, INSISTE, 
CANSADA MAS PRESERVANDO A VERDADE NUM 
VOTO SECRETO, INTERNO, DE AMOR À HUMILDADE. 
GESTOS PALAVRAS SORRISOS ESSAS COISAS PEQUENAS, 
MAS É SÓ DISSO QUE EU PRECISO PARA SER GRANDE.  

Autor : Edson Sobrinho 

quinta-feira, 24 de abril de 2014

FOME

FOME 

DE TUDO QUE FAZ PARTE DA VIDA DE UM HOMEM, O QUE ELE PODE SENTIR OU TER TEM UMA COISA QUE É MELHOR NEM SENTIR E NEM QUERER,  NÃO É O MAIS SIMPLES , NEM O MAIS RICO BANQUETE QUE VAI MATAR, SACIAR LHE  A FOME, NÃO IMPORTA O QUANTO VAI COMER, POREM HOJE ACORDEI FAMINTO E É TANTA  A FOME QUE SINTO. ESTOU COM FOME DE VOCÊ, É UMA FOME DIFERENTE, QUE DE IMPERTINENTE CHEGA A DOER. NÃO É DOR DE DOENÇA É A NECESSIDADE DE SOBREVIER, É DOR QUE NÃO PARA É DOR QUE NÃO SARA , ESSE REMÉDIO É VOCÊ.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

PRIMEIRA VEZ



PRIMEIRA VEZ


Invento e reinvento as palavras repetidas vezes.
/ Tantas vezes que nem lembro quando as escrevi pela primeira vez. /
É isso, a descoberta, o gosto da primeira vez. /
Cada vez que escrevo, ouço ou falo é sempre a primeira vez, pois são situações novas, pessoas diferentes e...
/...sentimentos de primeira vez. /
Que o costume de primeira vez invada as pessoas. /
Fazendo com que elas ouçam, escrevam ou falem pela primeira vez. / Quem sabe assim pela primeira vez conversem, dialogue enfim... /
...se descubram, se encontrem pela primeira vez.

AUTOR: edson Sobrinho

segunda-feira, 14 de maio de 2012

PLAGIO



Plagiando



Morre assim, como é natural.

Plagiando o sofrimento de quem perdeu os sentimentos.

Mais que inveja, é a repetição intermitente dos quereres e poderes alheios. Sem escrúpulo, egoisticamente se reproduz na alegria e na agonia de qualquer um. É querer ser um e todos.É sentir se bem mesmo estando mal.

É o sal que tempera e melhora o paladar, mas em excesso, fere , maltrata, e vive a machucar.

Tem o indulto para tripudiar,
como pisadura de sela, aumenta no mais simples cavalgar.

É o ódio que do amor não perdeu as sequelas, não contente consigo, vai plagiando os outros e deixando a vida passar.
É o velorio antecipado de uma morte lenta que não demora vai chegar. 
Enquanto isso vai se iludindo, repetindo, copiando num eterno plagiar.



Autor: Edson Sobrinho

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

PERSPECTIVAS

PERSPECTIVAS

Queria ter a coragem de te olhar nos olhos e confessar meu amor, queria ter a ousadia de ir muito além do título de um best sellers, eu queria ir além da metade de tudo que sou, olhar pela janela aberta, escancarada, sem medo que me vejam saindo do seu quarto. Esquecer as frestas, ser preguiçoso e ao mesmo tempo produtivo, pai de um poema em parto. Criar sem medo de ser criticado, amar sem medo de ser amado. Ser eu, simplesmente. Pequeno, frágil, queria que minha ausência não fosse tão presente e que minha presença fizesse tanta falta. Queria não me ver assim deixando as aguas passarem, levadas por uma corrente que te ausenta de mim, esperando que  rio abaixo houvessemos de nos encontrar, não na intimidade do córrego, mas na liberdade do mar, e tudo o que temos são meras perspectivas

AUTOR: Edson Sobrinho

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

MINHAS PEDRAS, SUAS PEDRAS.



MINHAS PEDRAS,

 SUAS PEDRAS...

Havia uma pedra no caminho...

No caminho havia uma pedra...

Muito boa esta metáfora poética, porem, o que eu tenho a ver com isso?

E dai?

O que é a pedra?

Um problema?

Ou não?

Só que há uma bendita pedra no meu caminho.

No meu caminho á uma bendita pedra.

Meu caminho é minha vida.

E daí?

O que você tem a ver com isso?

Nada.

Mas cuide do seu caminho, da sua pedra antes,

Que ela vire uma montanha.

Autor: Edson Sobrinho

sábado, 12 de novembro de 2011

GARGALO




GARGALO



É essa goela que com gula engole seu sabor  é teu cheiro que adentra as narinas provocando desejos, amor. É sede que não sacia com poucos goles, quer mais e mais até se afogar. Estreita passagem controlando o oxigênio é o gargalo da vida que te permite respirar.

É comida farta servida à mesa é manjar. É o doce servido de sobremesa colocado na tabua do teu ventre esta bela mesa aumentando o paladar. Cereja que enfeita e ajeita e aumenta a vontade É a vontade de te comer que não acaba é mais que saciar é matar as vontades da alma, amar,

dividir-se em vários prazeres e sensações é o dar, Preencher o teu vazio sem nada receber é a troca do dar tudo, proporcionar tudo e sentir prazer. É o prazer latejando, pulsando parecendo um coração apaixonado, descon- trolado tentando encontrar a razão que controla, às vezes enrola dando tempo para a reflexão.

Reflete e se submete a essa racionalidade extravagante, apaixonante que é você. É você que me acalma me apazigua mesmo sem querer e quando quer é mais que paz, é mais  sossego é felicidade, garantia de prazer.


Autor: Edson Sobrinho