Plagiando
Morre assim, como é natural.
Plagiando o sofrimento de quem perdeu os sentimentos.
Mais que inveja, é a repetição intermitente dos quereres e poderes
alheios. Sem escrúpulo, egoisticamente se reproduz na alegria e na agonia de
qualquer um. É querer ser um e todos.É sentir se bem mesmo estando mal.
É o sal que tempera e melhora o paladar, mas em excesso, fere ,
maltrata, e vive a machucar.
Tem o indulto para tripudiar,
como pisadura de sela, aumenta no
mais simples cavalgar.
É o ódio que do amor não perdeu as sequelas, não contente consigo,
vai plagiando os outros e deixando a vida passar.
É o velorio antecipado de uma morte lenta que não demora vai chegar.
Enquanto isso vai se iludindo, repetindo, copiando num eterno plagiar.
Autor: Edson Sobrinho
Autor: Edson Sobrinho


