OBSERVADOR
Queimando lentamente como o sol sobre a pele, também queima o gelo, ambos sem zelo, machucando a nossa fachada que é quase nada perante o nosso poder oculto. Absoluto.
Dominado, nos enviando em busca do infinito, cortando o silencio num grito de conquista, de dominação.
A mente dona do universo ao inverso não é criatura é a fonte de criação.
Deus em sã consciência, com paciência, cataloga vidas na imensidão.
Registra, observa todos os nossos sentimentos, brinca nos conduzindo pra lá e pra cá esperando no ato seguinte ver o seu substituto querendo com isso poder descansar.
Seria a nossa mente ausente tão competente a ponto de se superar??? Ter tanto conhecimento que pudesse tomar conta de tudo num simples olhar???
Cortar os excessos, alinhar o caos perfeito do universo e num ato de soberba se endeusar, diminuindo, se consumindo numa megalomania digna de um humano, frágil, simples e salutar.
E Deus do alto de sua generosidade perdoa a nossa fragilidade, nos dota de alguma capacidade e continua a nos observar.
Autor: Edson Sobrinho.


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