Estava lá a olhar para o tempo.
da sua janela ela via ao poente a perfeição.
Admirava a harmonia, a natureza como era,
Via na sua fragilidade a fera.
A fera que mata, a fera mãe que cria.
A vida, estava ali a seu dispor.
Arrancando daquela menina suspiros
de mulher ao descobrir o amor.
Ela fechou a janela, olhou para o quarto,
abraçou a boneca e transformou seu mundo em ilusão.
Ela preservou sua virgindade viveu a vida toda trancada no quarto,
houvera feito um pacto com a solidão.
Autor: EDSON SOBRINHO

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