sábado, 14 de maio de 2011

PACTO



PACTO

Estava lá a olhar para o tempo.

 da sua janela ela via ao poente a perfeição.

Admirava a harmonia, a natureza como era,  

Via na sua fragilidade a fera.

A fera que mata, a fera mãe que cria.

A vida, estava ali a seu dispor.

Arrancando daquela menina suspiros

de mulher ao descobrir o amor.

Ela fechou a janela, olhou para o quarto,

abraçou a boneca   e transformou seu mundo em ilusão.

Ela preservou sua virgindade viveu a vida toda trancada no quarto,

houvera feito um pacto com a solidão.

Autor: EDSON SOBRINHO 


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