Executou sem saber por que. Queria abrandar seu ódio e pôs-se a bater. E bateu tanto com a língua nos dentes que feriu. Já com a língua inchada de tristeza sorriu. Tanta maldade consigo mesmo não tem explicação, porém, como convencer o erro a acertar quando o mesmo é tão turrão. Enxerga muito, mas massacra sua visão. Fica cego cada vez que tenta acertar e erra, parece um animal, fala aos gritos de tão zangado quase berra. É uma coisa de louco, sem nexo. Simplifica o que é difícil e o que é simples se torna tão complexo. Igual a um copo d’água que pode esconder na transparência toda mágoa, toda via tem razão de ser, pois não bastasse não ter cor amor sim é que nunca veio a ter. Tem que haver, batalhar, amar e agir, pois são peças desse jogo que dificulta viver, mas que é tão natural num singular existir.
autor: Edson Sobrinho
autor: Edson Sobrinho

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