segunda-feira, 4 de julho de 2011

SO PODE SER PAIXÃO


SO PODE SER PAIXÃO

De onde que vem essa vontade, um querer visceral. Algo tão profundo e estranho é o instinto animal,

é o desejo da carne falando mais alto, é o pecado original é a gula por teu corpo, querer te possuir, comer sem apetite, sem desejar . E mais que mitigar a sede é saciar com a agua que se bebe e que se banha  e o mito visto e revisto sem convenção, de uma forma  estranha, que tenta me levar , me carregar e as vezes me deixo ir, indo e te procurando e te permitindo me  seduzir.

É uma busca sem medida que quase não termina. Quando acaba é de uma vez, é você toda vindo, se jogando e chegando, se acomodando sem perguntar, se ajeita com suas tralhas reparte comigo suas migalhas sem se preocupar. Me ama, me ama intensamente, brinca de sentimento, esta só matando a saudade, treinando a sua vaidade e vai para outro lugar.

E cada vez deixa um monstro diferente que fica a me empurrar para o precipício da incerteza, é dor que dói sem machucar. É medo desconhecido é um coração ferido descobrindo o que é amar. Diferente do seu que todos os amores viveu e agora só quer brincar, e brinca comigo, parecendo castigo fica a me torturar me deixa querendo , desejando  sem poder amar , trazendo de volta a vontade e este querer que muitas vezes é maior que a razão é um desejar tão agudo, inconsequente e absurdo é Paixão só pode ser paixão.  

Autor: Edson Sobrinho 

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